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Estudo indica defasagem no frete de 9,66%

Estudo indica defasagem no frete de 9,66%

Um estudo do DECOPE (Departamento de Custos Operacionais) da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) indica uma defasagem  no frete em 9,66%. O percentual estimado no início do ano era de 14,06%, mas mesmo com as correções encontra-se num patamar bastante elevado. O trabalho recebeu a assinatura dos Integrantes da Conferência Nacional de Estudos em Transportes, Tarifas e Mercados, em Fortaleza.

 
Esta diferença se torna mais grave quando se verifica que ela é resultado da comparação entre um valor que representa somente os custos do serviço (Planilhas Referenciais de Custos NTC) e o preço cobrado pelas empresas, já com todos os impostos e, pelo menos em tese, com alguma margem de lucro.
 
Apesar dos esforços, as empresas transportadoras não estão conseguindo muito êxito quando o assunto é a melhora dos valores recebidos de frete. Prova disto é que ainda não se vislumbrou no setor a esperada recuperação da margem pretendida, pois os percentuais de repasse aos fretes, ao longo do tempo foram, em muitos casos, inferiores aos valores solicitados.
 
Por tudo isso, estima-se que ainda persiste no mercado uma defasagem de pelo menos 9,66%. Osmar Ricardo Labes, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (SETCESC), que tem como principal base o Vale do Itajaí, assinala que muitos transportadores não são remunerados adequadamente com relação a custos e serviços adicionais.
 
O resultado do estudo sinaliza às empresas do setor que não abram mão de custos significativos, cobertos pelos demais componentes tarifários, como o frete-valor, o GRIS, a cubagem e as generalidades. Muitas vezes os custos desses serviços são superiores ao próprio frete arrecadado. “Uma situação inaceitável, que precisa ser equacionada entre as partes”, completou Labes.

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