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SETCESC presente no Programa Volvo de Segurança no Trânsito

SETCESC presente no Programa Volvo de Segurança no Trânsito

O SETCESC marcou presença no Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), realizado com o apoio da Dicave, concessionária da marca em Santa Catarina, na cidade de Balneário Camboriú, na última quinta-feira, dia 16 de outubro. Osmar Ricardo Labes, presidente da entidade, foi um dos debatedores, ao lado de outras lideranças do TRC catarinense.

 

O PVST está sendo realizando no país com objetivo de engajar os transportadores e entidades do setor na visão Zero Acidentes, adotada recentemente pela Volvo no Brasil, com objetivo de zerar acidentes envolvendo os seus veículos.

 

“Estamos realizando debates regionais, para discutir formas de aumentar a segurança no transporte comercial de acordo com a realidade e as necessidades das diferentes regiões do país. Sabemos que a meta de zero acidentes envolvendo veículos Volvo é extremamente desafiadora, que pode parecer utopia, mas a realidade só é transformada com ousadia. Por isso precisamos somar esforços, com a nossa rede de concessionárias e toda a cadeia de negócios envolvida com transporte comercial”, explica Anaelse Oliveira, coordenadora do PVST.

 

Entre os pontos debatidos no encontro para redução do número de acidentes envolvendo caminhões estão a jornada de trabalho adequada, a importância do treinamento para a formação de novos motoristas e a qualificação comportamental e técnica dos profissionais que já atuam na área.

 

No seminário também apresentou os principais resultados da pesquisa “A Imagem do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil” realizada pelo Instituto Bonilha a pedido do PVST, bem como um perfil dos acidentes em estradas federais e estaduais de Santa Catarina.

 

O estudo aponta que 63% dos entrevistados acreditam que os motoristas usam estimulantes para permanecerem mais tempo no volante e que 58% acreditam que profissão não é valorizada. Em relação à segurança, 40% acreditam que os acidentes são provocados pela má conservação das estradas, e 21% que são provocados por imprudência dos motoristas. 

 

ISO 39001

 

Durante o seminário também foi apresentada e detalhada a ISO 39001, norma internacional de gestão de segurança de tráfego.  “A proposta é incentivar as empresas a adotarem a norma e mostrar um passo a passo do que fazer para que seja implementada”, afirma J. Pedro Corrêa, especialista em segurança no trânsito e consultor do PVST.

 

A ISO 39001 segue a mesma estrutura de normas ISO de sistemas de gestão, e pode ser facilmente ser integrada a um sistema de gestão já existente nas empresas.

 

Debates

 

As empresas de transporte, os motoristas, os embarcadores e as instituições de formação dos profissionais do volante são os principais focos do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PSVT) para zerar o número de acidentes.
 
O Programa da fabricante de veículos realizou no último dia 16 de outubro, em Balneário Camboriú, o Seminário Volvo de Segurança Zero Acidentes, etapa Santa Catarina, para debater com líderes do transporte rodoviário de cargas a situação atual do número de acidentes e a necessidade engajamento do setor para não haver mais esse tipo de ocorrência.
 
O transporte rodoviário de carga representado pelo presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, do Setcesc, Osmar Ricardo Labes, do Seveículos, Emilio Dalçoquio e do Setracajo, Ari Rabaioli, defenderam que há um esforço do setor para avançar com aumento no treinamento.
 
Mas, para eles, é necessário oferecer infraestrutura adequada, como por exemplo baixa qualidade das rodovias, algumas delas com erros nos seus projetos, que estão ultrapassados. Outra defesa do setor empresarial é fazer a identificação da origem dos infratores, são de Santa Catarina, são de outros estados ou são autônomos ou de transportadoras.
 
E todos que fazem parte direta ou indiretamente ao segmento devem se engajar nessa meta proposta pelo PSVT. Isso faria adotar ações com focos nos problemas reais, ressaltaram os empresários. Os líderes do transporte lembraram que os representantes dos trabalhadores não participam dessas discussões. 
 
A mediação do debate foi do consultor do Programa Volvo, J. Pedro Corrêa , para ele o transporte, principalmente, no Brasil precisa apertar o passo. "Os números estão mostrando que estamos numa defasagem. Temos números muito grandes de acidentes". Segundo ele, nesse momento na realidade brasileira estamos efetivamente longe disso. "Mas temos que começar. O que a Volvo quer é que as empresas se preocupem com todo o processo da mercadoria".
 
Mudanças de postura
 
Para o consultor, é um desafio muito grande. Mas deve começar com mudança de postura de todos os envolvidos no transporte. Para os que tiverem interesse, podem procurar na internet o Zero Acidentes e ver como cada empresa atua e assim agir também.
 
"Trata-se de um sonho. O objetivo é que não se poupem esforços para que cheguemos ao zero acidentes. Trata-se de um desafio complicado, complexo. Queremos disseminar as boas práticas", enfatizou ele. Lembrou que deve ter a participação da pessoa que faz desde os serviço de limpeza aos diretores e presidente da organização empresarial. Sem o envolvimento dos superiores, qualquer proposta poderá não ter sucesso.
 
Também foi anunciado que neste ano, o tradicional Prêmio Volvo de Segurança no Trânsito vai ser, na próxima edição, voltado para o setor de Transporte no Brasil e será uma boa forma de fazer com que ações, conceitos e ideias ganhem o país.
 
O presidente da Fetrancesc afirmou que todos que têm participação no transporte precisam fazer a sua parte, o governo, os empresários do transporte, os embarcadores, os trabalhadores e os líderes do setor. Para Lopes, é preciso investir fortemente em rodovias com qualidade, modernizar os projetos que tem sérios problemas de segurança como geometria errada e ainda, não querer priorizar ferrovias e deixar de lado as rodovias. "Ferrovias é mais um desvio de foco. Com as máquinas modernas que temos, os caminhões, e não dão bola para as rodovias? Querem ferrovias?".
 
Treinamento ao motorista
 
Pedro Lopes fez duas propostas no evento para que esse trabalho proposto pelo PVST, que a Volvo e outras fabricantes de caminhões, ofereçam treinamento ao motorista que vai dirigir o veículo comercializados pelas montadores. É também responsabilidade delas.
Ele também sugeriu que as polícias separem os acidentes por tipo de veículo, origem do veículo, no caso de veículos de carga, se é de empresa, de autônomo, tipo de carga, onde ocorreu e horário. Isso vai fornecer um retrato dos acidentes e será possível traçar as ações. Lopes alertou que falar no número geral de acidentes não define responsabilidades de quem deve ser cobrado para fazer mudanças.
Citou o exemplo de colocar todos os motoristas de caminhão como se fossem de empresas de transporte de carga de terceiros. Mas ninguém sabe quantos dos envolvidos são de autônomos ou de carga própria. Estes são treinados e quem fiscaliza e cobra deles mais qualidade na direção?
 
Fortalecer as bases
 
No final, Osmar Labes, garantiu que cada um presente ao evento voltaria para o seu sindicato e sua empresa com a certeza de que saíram com outra consciência. "Vão enfrentar o dia a dia de outra forma pensando sobre o que aqui debatemos e refletir sobre o seminário Zero Acidentes. Importante estabelecer algum critério para tentar, nós todos temos que tentar, reduzir a sinistralidade. Devemos nos ajudar no que se pode otimizar nas empresas".
 
"Sair daqui com o compromisso de continuar o associativismo", disse Ari Rabaioli. Segundo ele, o Setracajo vai lançar um desafio a sua base, já temos uma trabalho bom de mão de obra, mas para aumentar a qualificação. Dalçoquio disse que sua intenção no mandato é estimular que jovens e empresas façam parte. É unir a classe.
 
De acordo com o líder, só a troca de ideias, apresentar sugestões e propostas em uma só voz, o Sindicato, poderão transformar. Ele disse ainda que a Volvo bem com as demais montadoras poderiam motivar o motorista e as empresas com desafios, mas também com o sorteio, por exemplo, de um caminhão. E finalizou, "o nosso norte é bem claro, seguir os passos dos alemães e dos suecos".
 

 

Fonte: Imprensa Fetrancesc

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