Estar em perímetro urbano, sem infraestrutura para comportar o número de veículos que recebe diariamente e a grande quantidade de acessos aliados à imprudência dos motoristas, colocam quatro trechos da BR-470 na lista dos cem mais perigosos em rodovias federais do Brasil. Os dados são de um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que inclui outros seis locais de Santa Catarina. Para chegar a este ranking, o estudo considerou o número de acidentes graves, com feridos e mortos, entre agosto de 2013 e julho deste ano.
Fazer retorno em local adequado, respeitar a velocidade permitida e não trafegar pelo acostamento são regras para passar em segurança pela rodovia. Beninca alerta também para a grande quantidade de acessos na BR-470 e explica que ocorrem colisões transversais porque que os motoristas deixam de usar rotatórias e cruzam a pista. Nos trechos críticos também há muitos pedestres e ciclistas.
Os pontos mais violentos do Vale do Itajaí estão em Navegantes e entre Blumenau e Indaial (veja tabela). Quem passa por estes locais precisa redobrar a atenção principalmente no período de férias, quando o movimento aumenta 20%.
De acordo com o inspetor da PRF Claudir Beninca, a rodovia não tem mais capacidade para tantos veículos e a duplicação não vai tirar os trechos da lista se não houver consciência dos motoristas:
– A BR-470 não está preparada para o número de veículos que recebe. Os motoristas devem respeitar mais o trânsito, tanto em excesso de velocidade quanto evitando cruzamentos perigosos na via.
Em Navegantes, a ciclista Iloni da Silva Pinzon vai todos os dias do Porto das Balsas até o bairro São Paulo. Ela atravessa a pista e percorre o trecho pelo acostamento, mas no sentido contrário dos veículos, para ter mais visibilidade.
– O fato de ter aumentado o valor da multa para quem trafega pelo acostamento e pela intensa fiscalização já podemos perceber uma diminuição de casos de acidentes com pedestres e ciclistas. Mas a atenção nesses trechos com movimento intenso deve ser redobrada para os motoristas e principalmente ciclistas e pedestres, já que o número de atropelamentos é grande – afirma o inspetor da PRF.
Fonte: Jornal de Santa Catarina
