Com R$ 63,2 bilhões bem investidos até 2020 na região Sudeste do país, será possível escoar com eficiência a produção industrial tanto para o mercado interno como para a exportação. Essa é a conclusão de estudo elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentado na Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O objetivo é indicar ao poder público quais obras devem ser priorizadas para evitar gargalos logísticos e diminuir os custos com transporte da indústria brasileira, aumentando a sua competitividade nos próximos cinco anos.“O único caminho é apresentar o estudo para o governo. É um planejamento bem-feito, uma forma de usar os nossos impostos de maneira lógica”, declarou o presidente da Fiemg, Olavo Machado.
Segundo o sócio da Macrologística, empresa que realizou o estudo, Olivier Roger Sylvain Girard, um dos empecilhos para o desenvolvimento logístico no país é a presença de decisões políticas, e não técnicas, na hora de escolher onde investir. Dos projetos priorizados no estudo, apenas 18,6% estão prontos para que comecem obras. A maioria, 54,3%, está em fase de planejamento, sem projeto finalizado ou orçamento. “Estamos em contato com órgãos do governo e temos a impressão de que eles não conversam”, disse.
O professor da Escola de Engenharia do Ibmec Roberts Reis afirma que “não falta conhecimento, mas a interferência política sobressai em relação à técnica”, diz.
Para Reis, o Brasil está atrasado no que se refere a investimento de transporte. “Desde 1950, todo o investimento é feito no setor rodoviário. Isso prejudica a nossa competitividade, nos mantém atrasados”, avalia.
No estudo estão sendo apontados oito grandes eixos logísticos divididos em 86 projetos. Quatro deles já existem, e os outros quatro, que seriam novos, utilizam tipos de transportes diferentes do rodoviário. O modal ferroviário conta com 48,5% do investimento proposto. Outro modal sugerido é o dutoviário, como os minerodutos, com um projeto de R$ 1,2 bilhão.
Fonte: Portal NTC
