O governo federal estuda uma mudança na cobrança do frete para caminhoneiros, a fim de aliviar a pressão que sofre sobre com relação ao aumento no preço do diesel, enquanto a Petrobras registra lucro recorde. A ideia é aproximar o modelo brasileiro do vigente nos Estados Unidos, onde é garantido o preço do frete para o caminhoneiro pelo preço final, quando a mercadoria é entregue.
A mudança ganhou força no gabinete do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, em reunião com integrantes do Ministério de Minas e Energia, como apurou o Estadão. A intenção da equipe é diminuir a irritação de caminhoneiros autônomos, que, em sua maioria, apoiam o presidente Jair Bolsonaro.
Segundo uma fonte ouvida pelo Estadão Broadcast, hoje, o caminhoneiro contrata por um determinado valor, mas a variação do combustível durante o percurso faz com que o frete fique menos vantajoso. Dessa forma, a medida seria uma maneira de reduzir a volatilidade para o profissional.
Dados da Abicom, que representa os importadores, apontam que na sexta-feira a defasagem média do diesel estava em 21% (R$ 1,27 por litro) e da gasolina, em 17% (R$ 0,78 por litro). Relatório da Modal ressaltou que há risco de novos reajustes por conta do aumento constante dessas defasagens.
Já pensando em um possível reajuste, a equipe econômica busca espaço no Orçamento para subsidiar o diesel para manter a lado a parcela estratégica do eleitorado que apoia Bolsonaro.
Fonte: iG

