O economista Cláudio Frischtak afirmou que há viabilidade para que 2,2 mil quilômetros de rodovias federais sejam concedidos à iniciativa privada por meio de um modelo diferente do tradicional, no qual a concessão é voltada apenas para a manutenção da estrada. A estimativa foi apresentada na última quarta-feira (1), durante a primeira reunião presencial desde o começo da pandemia do Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com a participação de conselheiros de forma virtual.
Atualmente, a malha rodoviária federal pavimentada tem uma extensão de 65.765 quilômetros, dos quais 12.079 (19,2%) estão concedidos à iniciativa privada. A malha estadual, por sua vez, soma 149,2 mil quilômetros, sendo 12.222 (8,2%) sob concessão. Na avaliação de Frischtak, há bastante espaço para a ampliação da participação privada no transporte rodoviário. Ele pondera, porém, que para isso é necessário que sejam preparados bons projetos.
De acordo com o economista, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) mapeou 11,3 mil quilômetros de rodovias a serem concedidas, incluindo também o modelo tradicional no qual a concessionária é responsável por toda a administração e operação da rodovia. Na concessão de manutenção a empresa fica com a atribuição de fazer reformas e manutenções que deixem a rodovia em boas condições de tráfego para o usuário.
Investimentos virão, mas há projetos inviáveis
Presente à reunião, o coordenador-geral de Transporte Rodoviário de Cargas do Ministério da Infraestrutura, Daniel de Castro, destacou que os investimentos nas rodovias e as novas concessões chegarão apesar das dificuldades. Ele observou, no entanto, que, em uma primeira análise, verificou-se que há projetos de concessão no modelo tradicional que não têm viabilidade.
Fonte: CNI

