A Pesquisa CNT de Rodovias, avaliando as características e condições das rodovias pavimentadas brasileiras, será considerada na definição das prioridades do plano dos primeiros 100 dias do Ministério dos Transportes.
O presidente da CNT, Vander Costa, participou nesta semana de uma reunião com o ministro dos Transportes, Renan Filho. Na oportunidade, foram tratadas, obras prioritárias em rodovias e ferrovias brasileiras. Ao ministro, o presidente da CNT reforçou a disposição de colaborar com a pasta no trabalho de melhorar a malha viária do país.
Renan Filho destacou que espera trabalhar em conjunto com a CNT e as demais entidades do setor na modernização da logística de transporte. O chefe da pasta informou que serão retomadas as obras paradas pelo país e que o Ministério dará início o mais arrojado programa de ferrovias dos últimos anos. “Vamos preparar as rodovias para o período de chuvas, garantir o escoamento da safra agrícola e fortalecer o sistema de pronta resposta para atender emergências nas rodovias, como queda de barreiras, incêndios e outras calamidades”, completou o ministro.
Diagnóstico das rodovias brasileiras
Os dados da 25ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada em novembro de 2022, apontam que o Estado Geral da malha rodoviária brasileira piorou em 2022. Dos 110.333 quilômetros avaliados, 66,0% foram classificados como Regular, Ruim ou Péssimo. Em 2021, esse percentual era de 61,8%.
Com o objetivo de colaborar para o desenvolvimento do transporte rodoviário de cargas e de passageiros, a Confederação avalia 100% da malha rodoviária pavimentada federal e as principais rodovias estaduais. Durante 30 dias, 22 equipes percorreram as 5 regiões do Brasil de forma a compor os resultados da Pesquisa de 2022, que passa a integrar a maior série histórica de informações rodoviárias do país, realizada pela CNT desde 1995.
Trata-se do maior e mais completo acompanhamento sobre o estado geral das rodovias brasileiras. Neste levantamento, são analisados Pavimento, Sinalização e Geometria da Via, como também a existência de pontos críticos.Com informações do Ministério dos Transportes.

