O Brasil perdeu 1,2 milhão de motoristas de caminhão nos últimos dez anos, segundo levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), analisado pela plataforma Motorista PX. O dado acende um alerta sobre a dificuldade crescente do transporte rodoviário em renovar sua força de trabalho e atender à demanda logística do país.
Envelhecimento da categoria agrava o problema
O envelhecimento da mão de obra acelerou a crise. Dados da Senatran mostram que mais de 500 mil motoristas ativos no país têm mais de 71 anos. A idade média não está caindo. Muitos se aposentam e poucos entram no mercado.
A dificuldade de atrair jovens está ligada às condições de trabalho, que incluem jornadas longas, baixa qualidade da infraestrutura, insegurança nas estradas e uma remuneração que nem sempre compensa os desafios da profissão.
Fenômeno global, com desafios locais
A falta de motoristas não é um problema isolado do Brasil. Estados Unidos, Europa e América Latina também enfrentam o mesmo gargalo. Nos EUA, empresas elevaram salários — com propostas que ultrapassam US$ 2.500 por semana — e flexibilizaram a contratação de estrangeiros, especialmente mexicanos. Mesmo assim, não conseguiram suprir a demanda.
O mesmo se repete em países como Alemanha, Reino Unido e México, onde o transporte de cargas sofre com a escassez de mão de obra.
Fonte: Transporte Moderno

