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Por que 2025 se tornou o ano dos caminhões médios: o maior volume em uma década

Por que 2025 se tornou o ano dos caminhões médios: o maior volume em uma década

Os caminhões pesados continuam sendo a “galinha dos ovos de ouro” das montadoras, mas em 2025 quem segurou o caixa das fabricantes foram os modelos médios. Em um ano de crédito restrito, o segmento intermediário não apenas resistiu à crise, como atingiu seu maior volume de vendas dos últimos dez anos.

Segundo dados da Anfavea, as vendas de caminhões médios somaram 11,7 mil unidades até novembro de 2025. O salto é de 69% quando comparado a 2015, quando o volume anual foi de apenas 6,9 mil unidades. Desde então, o mercado de médios nunca havia rompido o teto registrado agora.

O “pulo do gato” da logística urbana


Os caminhões médios (com PBT entre 10 e 15 toneladas) encontraram o cenário perfeito em 2025. Com a massificação do e-commerce, esses veículos se tornaram os favoritos para a operação de “última milha” (last mile). Eles combinam a capacidade de carga superior aos leves com a agilidade de manobra que os pesados não possuem nos centros urbanos.

Os números da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) explicam essa demanda: em 2024, o setor movimentou R$ 204,27 bilhões em mais de 414 milhões de pedidos. Essa montanha de pacotes pavimentou o caminho para os médios equipados com baú ou sider.

Eficiência operacional vs. juros altos


A disparidade entre as categorias em 2025 revela uma mudança na estratégia do frotista:

Pesados (queda de 20% sobre 2024): o alto valor de aquisição e a Selic elevada forçaram o transportador de commodities a esticar a vida útil da frota.

Médios (alta de 32,5%): surgiram como a alternativa econômica. No atual contexto de juros altos, tornou-se mais lógico investir em um caminhão médio do que operar vários veículos leves, gerando economia real de combustível e manutenção.

Leves (queda de 14%): perderam espaço para os médios, que transportam mais carga com custo operacional proporcionalmente menor.

Renovação de frota e o setor de bebidas

Fonte: Estradão (06/01/2026)

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