Pesquisa desenvolvida pelo Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos (DECOPE), da NTC&Logística aponta que o frete rodoviário, cobrado no Brasil, está defasado em 14,15%. O Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas de Santa Catarina (SETCESC), com sede em Blumenau e abrangência em 65 municípios, defende a recomposição dos valores.
Osmar Ricardo Labes, presidente do SETCESC, assinala que apesar do crescimento do setor em 2010, na ordem de 15%, não existe motivo para comemoração. “É necessário promover investimento na renovação da frota nacional de caminhões. Também diminuir o alto índice de acidentes, envolvendo veículos de carga, além da elevada emissão de poluentes”, comentou o dirigente.
Labes acrescenta que o transporte de carga deve enfrentar, no futuro próximo, grandes desafios, assim como os demais setores produtivos do Brasil. O principal e mais preocupante deles é o de atrair anualmente cerca de 120 mil pessoas para a profissão de motorista. “O percentual médio de 14,15% é apenas o mínimo desejável para equilibrar receitas e despesas”, revela.
Ao lado da NTC&Logística, o SETCESC também recomenda às empresas do setor que não abram mão do ressarcimento dos custos que compõem outros componentes tarifários como o frete-valor, o GRIS, a cubagem e as generalidades.
