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Tarifas e modelos de concessões de rodovias precisam de acompanhamento permanente

Tarifas e modelos de concessões de rodovias precisam de acompanhamento permanente

As parcerias público-privada para resolver os problemas de infraestrutura foi tema de debate do 3º Encontro Intersindical Sul, que reuniu líderes do transporte de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, anunciou que a Federação, a SC Parcerias e a Frente Parlamentar do Transporte da Assembléia Legislativa de Santa Catarina promovem, no dia 20 de outubro, um debate sobre a possibilidade de ter parcerias público-privadas para o Estado.

Ele disse que esteve em Pernambuco para conhecer o modelo que o governo daquele estado adotou para viabilizar obras e serviços necessários. Lopes disse ainda que se pode fazer um grande leque de investimento com parceria público-privada, mas precisa definir como faz, ressaltou. Por isso, o debate no Legislativo catarinense.
Para o presidente da Associação Nacional do Transporte de Carga e Logística (NTC&Logística), Flávio Benatti, os problemas com pedágios e custos que se estabelecem nas tarifas exigem do transportador um acompanhamento permanente. Segundo ele, é necessário conhecer bem as propostas, exigir inovações e ainda mudanças quando o serviço eleva os custos. Defendeu a participação do transporte no processo.
Ele contou que há pouco o transporte em São Paulo conseguiu incluir mais uma empresa na cobrança eletrônica, pois havia monopólio e com isso, o preço deve cair. "A forma mais justa é a popularização da cobrança de pedágio", disse Flávio Benatti.
O presidente da Fetransul, Paulo Caleffi, que tem atuado contra a prorrogação do modelo de concessão gaúcha, considerado um dos mais caros do Brasil, ressaltou que tem sido um ótimo negócio para quem ganha a concessão, que por isso, quer a renovação por mais 20 anos.
Para ele, o governo gosta de mais pedágios porque arrecada mais impostos. Caleffi reclama que se no Brasil se cobra uma tarifa para cobrir os custos de construção da rodovia, que já foi paga pelo contribuinte. Quando deveriam ser apenas para o uso.
Quem fez coro com Caleffi foi o presidente do Setcergs, José Carlos Silvano. Disse que as empresas privadas que cobram no Rio Grande do Sul têm arrecadação exorbitante, mas investem muito pouco. Quase nada. Enquanto que sistema comunitário proporcionou a duplicação de todos os trechos gaúchos que administra. Silvano disse que está mais do que na hora da ANTT fazer a correção dos contratos de concessão.
Ele também reclama da forma como são feitos os repasses de trechos à iniciativa privada. Sempre há uma forma de alguém ganhar dinheiro que o usuário vai pagar. O setor de transporte de carga está perdendo pelo custo de pedágio, afirmou Silvano. 
Pedro Lopes afirmou que o setor precisa estar preparado para debater as propostas de concessão, como a da BR-101 Sul que deve acontecer quando estiver duplicada. O vice-presidente da Fetrancesc, Clodomir Ribeiro Alves, chamou a atenção da importância da participação do transportador na discussão do processo.
Ele disse que não se pode ficar no discurso sem poder de se manifestar contra o modelo de pedágio do governo federal. Defendeu que o setor esteja dentro do negócio, como forma de reduzir os custos. Silvano discordou de Ribeiro e disse que o setor tem sim como se manifestar. Citou que o Sindicato que preside já protestou e conseguiu vitórias importantes."Podemos participar do processo e não deixar de protestar", setenciou Caleffi.
 
Fonte: Imprensa Fetrancesc

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