Os prejuízos inevitavelmente vão chegar ao bolso do consumidor em efeito cascata, embutindo gastos extras em toda a cadeia produtiva. Com isso, vai aumentar o preço final de produtos e serviços.
Essa restrição obriga o transportador rodoviário de carga a modificar sua frota, adquirindo caminhões de pequeno porte para poder circular e fazer entregas em vias onde caminhões com capacidade superior estão proibidos de transitar.
Alguns irão argumentar que a medida restritiva fará com que o setor de transporte tenha um incremento. O que se configura em mais um grande equívoco. O setor está, sim, fazendo um investimento, mas é duramente penalizado, pois não existe aumento da demanda.
O efeito cascata que mencionamos começa com mais veículos de pequeno porte nas ruas, mais consumo de combustíveis e, consequentemente, mais poluição lançada no meio ambiente, apesar do investimento constante em programas ambientais. Ressalta-se que o modal rodoviário responde hoje por mais de 60% das operações de carga no Brasil. Em alguns estados, esta participação chega próximo a 100%.
Diante do cenário de preocupação, é importante que medidas como esta sejam debatidas antes de sair das pranchetas. E neste conjunto que compõe a sociedade, é importante incluir o transportador rodoviário de carga. É ele que conhece melhor do que ninguém a realidade do trânsito nas cidades de grande e médio porte.
