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626 mortes nas BRs. em 2011

626 mortes nas BRs. em 2011

 

As 626 mortes registradas em rodovias federais em 2011 é o maior número em cinco anos. Delas, 205 (32%) aconteceram na BR-101, sendo que 115 (56%) foram no trecho norte – que está duplicado. Os dados foram divulgados, ontem, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
 
O número de mortes aumentou 10,41% em comparação com 2010. Apesar disso, houve uma queda no número de acidentes em relação ao mesmo ano, quando foram 19.449 ocorrências nas estradas, com 11.280 feridos. Em 2011, foram 19.229 acidentes e 11.184 pessoas envolvidas. A sexta-feira é o dia da semana onde foi registrado o maior número de ocorrências: 3.153.
 
Às sextas, aos sábados e aos domingos morreram 370 pessoas – 61,6% do total. A PRF também constatou que o trânsito nas nove rodovias federais matou 518 homens e 108 mulheres perderam a vida.
 
Por faixa etária são 19.28 feridos entre 25 a 29 anos. É também é onde se situam o maior números de mortes: 96. Uma das explicações para a redução de ocorrências e o aumento de vítimas fatais está no acidente ocorrido em Descanso, Oeste do Estado, em 5 de março – um sábado de Carnaval – e que deixou 26 pessoas mortas. Outras três vítimas não entraram no levantamento da PRF, porque morreram no hospital.
 
A batida frontal entre um ônibus com 44 passageiros e um caminhão bitren, carregado de madeira, aconteceu na BR-282, na madrugada.
O motorista da carreta teria perdido o controle em uma curva, invadido a pista contrária e acertado a dianteira do ônibus, que foi arrastado por 14 metros.
– Se as 26 mortes fossem desconsideradas, o aumento do número em relação a 2010 seria de 5%, um aumento que costuma ser observado ano a ano. Ainda que aumentasse, seria dentro do esperado – diz o inspetor da PRF, Leandro Andrade.
 
BR-101 Norte duplicada ficou mais perigosa
 
Sobre o fato de a BR-101 Norte ter registrado o maior número de acidentes com vítimas fatais, Andrade explica que a rodovia recebe um tráfego intenso de veículos e caminhões.
– Muitas cidades cresceram em função da BR. Nela circulam muitos carros e pedestres – completa.
Isso também explicaria o fato de ela ter registrado mais mortes do que o trecho Sul, que teve 90 vítimas fatais. O número é menor do que o de 2010, quando foram 108 mortes.
 
– A gente pode atribuir essa redução ao aumento da malha duplicada. Também diminuiu o número de acidentes e o número de feridos. Por isso a importância de duplicar as rodovias 470 e a 282 – ressalta.
 
A BR-470, que passa pelo Vale do Itajaí, registrou 164 mortes e a 282, que corta o Estado de Leste a Oeste, 147. Os números confirmaram uma tendência de que homens são os que mais morrem no trânsito e que os acidentes com vítimas fatais acontecem principalmente aos finais de semana. Das 626 mortes, 508 (84,6%) foram homens e 108 mulheres.
 
 
Ano tem 55 acidentes fatais
 
Até a última terça-feira, já foram registradas 55 mortes, em 44 acidentes, neste ano, nas rodovias federais. É esperado que o número aumente ainda mais no feriado de Carnaval.
 
No último, foram 36 mortes nas BRs, sendo 26 no acidente em Descanso. Em 2010, morreram 11 pessoas no feriadão.
 
– O Carnaval tem um estímulo acentuado ao consumo do álcool. A gente reforça para que as pessoas optem pela carona. Além disso, há o excesso de velocidade, a ultrapassagem em local proibido e o não uso do cinto de segurança – alerta o inspetor.
 
A operação da polícia rodoviária começou a ser traçada, nesta semana, em uma reunião com as delegacias regionais. As ações devem ser divulgadas nos próximos dias. Elas começam dia 17, uma sexta-feira, e vão até o dia 22, que é quarta-feira de cinzas.
 
Com o aumento do fluxo de carros e caminhões nas rodovias federais de Santa Catarina nos períodos de feriados, os policiais rodoviários federais sempre recomendam aos motoristas que antes de pegar a estrada sigam regras básicas de segurança como fazer revisão dos veículos, observar se a documentação do motorista e do carro estão em dia.
 
Outra recomendação é que todas as pessoas que estão nos veículos sempre utilizem o cinto de segurança. E os motoristas devem observar os limites de velocidade das rodovias.
 
Fonte: Júlia Antunes Lorenço/ Diário Catarinense

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