Faltam caminhoneiros no Brasil. Segundo os dados mais recentes, o déficit passa de 1,5 milhão de motoristas com carteira de habilitação das categorias C, D e E. Para reverter esse quadro, o governo federal e a Confederação Nacional do Transporte (CNT) assinaram um protocolo de intenções para uma ação conjunta. O objetivo é atrair e capacitar motoristas interessados em trabalhar como caminhoneiros.
Para isso, o programa prevê a utilização do banco de dados do Cadastro Único. Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, a meta é oferecer qualificação aos inscritos no Cadastro Único. Ou seja, a tarefa ficaria a cargo de representantes do setor de transportes de carga e passageiros.
Salário de caminhoneiros pode passar de R$ 3 mil
Nesse sentido, está prevista a criação de um cadastro específico para facilitar a contratação pelas transportadoras. A parceria visa facilitar a mudança de categoria da CNH para C, D e E. Ou seja, com habilitação para trabalhar como motorista e caminhão e de ônibus. Segundo a CNT, atualmente o salário dos caminhoneiros pode passar dos R$ 3 mil. Além disso, os profissionais contratados passarão a ter direito a benefícios sociais, como plano de saúde e FGTS, por exemplo.
A baixa atratividade da profissão de motoristas de ônibus e caminhoneiros preocupa as empresas de transporte. Vale relembrar que a CNH de categoria C é a porta de entrada para dirigir caminhões no Brasil. Segundo estudo do Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), a queda na procura pela CNH profissional recua cerca de 6% ao ano. Até 2025, a queda anual era de, em média, 1,4%.
Fonte: Estradão

