A CNT (Confederação Nacional do Transporte) lançou o Caderno CNT de Perguntas e Respostas sobre a Fase P-8 do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve. O objetivo da publicação é oferecer, aos transportadores rodoviários e caminhoneiros autônomos, informações técnicas e instrutivas sobre essa nova fase, orientando-os sobre as principais características dos ônibus e caminhões brasileiros que deverão ter novos limites máximos de emissão de poluentes e ruído a partir de 2022.
O Proconve foi instituído pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) para reduzir as emissões do transporte rodoviário em todo o país. O programa possui diversas fases de exigências para os fabricantes automotivos, que são estabelecidas progressivamente e definem critérios para a venda de veículos no mercado nacional, incluindo níveis máximos para a emissão de poluentes. No Brasil, desde 2012, no segmento de veículos pesados do ciclo diesel, está em vigor a Fase P-7. A partir de 2022, porém, o segmento deverá atender aos requisitos mais exigentes da Fase P-8.
O transporte brasileiro é responsável pela emissão de 22,8% de gás carbônico (CO2) no país, sendo 89,9% desse total proveniente do modal rodoviário. E o Brasil tem uma frota estimada de 4,5 milhões de caminhões, caminhões-tratores, ônibus e micro-ônibus, em sua maioria movidos a diesel. Embora representem a minoria da frota nacional, esses veículos pesados emitem grandes quantidades de poluentes.
Fase P-8 do Proconve
De acordo com a publicação da CNT, a nova fase do Proconve promoverá avanços expressivos no programa brasileiro de controle de poluição veicular, alinhando-se a padrões adotados por grandes mercados automotivos do cenário internacional, como a União Europeia, os Estados Unidos, o Japão e a Coreia do Sul, que já estão nessa fase. Com isso, o setor de transporte brasileiro ganhará vantagem competitiva em relação aos transportadores rodoviários de países que ainda adotam tecnologias de fases anteriores.
Além disso, com a nova etapa, o mercado de transporte rodoviário brasileiro poderá adquirir modelos de veículos com tecnologias já estabelecidas, utilizadas há uma década no mercado internacional, o que pode ser visto como uma vantagem comercial, já que, em 2022, poderão ser vendidos com preços menores em relação ao seu valor de lançamento.
Fonte: CNT

