77% das empresas brasileira de transporte de carga
tiveram queda de faturamento no primeiro semestre do ano
Uma pesquisa coordenada pela NTC & Logística, divulgada na última semana, aponta que até o mês de julho havia uma defasagem de 22,9% nos fretes de carga lotação (carga fechada) e 9,81% nos transporte de cargas fracionadas – principal nicho das empresas do setor no Vale do Itajaí, uma das regiões da base territorial do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (SETCESC).
O cenário de incertezas na economia brasileira é a principal causa apontada pelo estudo, refletindo no diretamente no setor produtivo, retardando investimentos e obrigando empresas a reduzir custos e, consequentemente, uma diminuição da atividade econômica maior do que se esperava para esse ano.
O setor de transporte rodoviário de carga não ficou imune a este cenário. As sondagens realizadas pela NTC mostram que 77% das empresas do setor tiveram queda no faturamento no primeiro semestre de 2016. Resultado dos descontos nominais concedidos no frete neste período, que alcançaram 2,6% (real 10,4%). Houve ainda um menor volume de carga transportado. Ele caiu em média 12,5%.
Como se não bastasse, o setor ainda convive com o problema de atraso no recebimento dos fretes. Ele atinge 86% das transportadoras. A consequência direta é a constatação de que 65% das empresas têm caminhões parados, atingindo 11% da frota.
— A solução não passa pela redução do valor do frete, pois existe uma defasagem a ser eliminada entre o frete cobrado e os custos de transporte, alertou o dirigente Osmar Ricardo Labes, presidente do SETCESC.
Giovani Vitória | Jornalista/Rotariano | Informe Comunicação | Assessor de Comunicação do SETCESC
