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Exigências de lei podem elevar o preço do caminhão novo em até 30%

Exigências de lei podem elevar o preço do caminhão novo em até 30%

 

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) adotou, por meio de deliberações e resoluções, cinco novas medidas para o transporte rodoviário de cargas (TRC), com o objetivo de melhorar a segurança e reduzir o impacto ambiental no setor. As novas regras entram em vigor em diferentes datas, até 2014, mas podem deixar o custo de um caminhão novo até 30% mais caro.
 
Das cinco medidas, três entram em vigor neste ano: tração 6 por 4 nos bitrens, protetor lateral para carretas e rastreador. A partir do próximo ano, os novos caminhões terão que vir equipados com motores Euro 5. Entre 2013 e 2014, cavalos tratores e carretas produzidas no Brasil terão de dispor de freios ABS.
 
Pesquisa desenvolvida pela revista especializada Carga Pesada, aponta que o preço de um conjunto cavalo trator + bitrem vai passar de R$ 470 mil para R$ 607 mil com as novas medidas. O aumento de 30% inclui a volta do IPI de 5% sobre os caminhões.
 
As exigências com tração 6×4 e o protetor lateral vão significar 10% a mais no valor do cavalo trator e cerca de R$ 3.500,00 em cada carreta. A partir de 1º de abril, as montadoras terão que entregar veículos novos com dispositivos antifurtos, gerando um impacto de R$ 2.500 no preço final.
 
Em 2012, com objetivo de reduzir a emissão de gases, os caminhões brasileiros passam a ser equipados com motores Euro 5, significando um aumento entre 10% e 15%. Em 2013, 40% dos cavalos tratores e das carretas produzidas no Brasil terão de dispor freios ABS, sendo que em 2014 todos eles terão que sair de fábrica com ABS instalado.
 
As medidas dividem opiniões entre transportadores e até nas montadoras. Osmar Ricardo Labes, presidente do Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Cargas de Santa Catarina (SETCESC) concorda que o Brasil está atrasado com essas inovações tecnológicas, mas defende que as rodovias do país também sejam melhoradas.
 
Das medidas adotadas, a melhor, na avaliação do dirigente, é a exigência do rastreador. “Os roubos dos veículos que fazem no ransporte rodoviário de carga é muito elevado, causando prejuízos milionários”, revelou.

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