O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, afirmou hoje que no entendimento da Federação não há restrição de tráfego de bitrem nas rodovias estaduais. Ele disse ainda, que após a reunião de ontem com o secretário estadual de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, o adjunto, Paulo França, o presidente da Comissão de Transporte e Desenvolvimento Urbano, Valmir Comin, o presidente da Frente Parlamentar do Transporte, deputado Darci de Matos, o deputado José Nei Ascari e o presidente do Sindicargas, Cesar Hess foi acertado que será criada uma comissão que vai planejar as reformas das SCs para ajustar as dimensões de acostamentos, curvas e sinalização para o tráfego desses equipamentos.
Lopes ressaltou que a Federação vai integrar esse grupo que pretende encontrar soluções para o problema. O presidente da Fetrancesc também informou que o mesmo documento protocolado ao Deinfra com as razões que dão a garantia de não haver restrição de trânsito e o pedido para o fim das medidas adotadas pelo órgão, foi entregue ao secretário Cobalchini e ao governador Raimundo Colombo, pelo deputado Darci de Matos. Cobalchini prometeu realizar uma reunião com a equipe do Deinfra, ontem à tarde.
O Deinfra decidiu proibir o tráfego de bitrem, sem qualquer aviso e de explicar qual o embasamento legal. Isso gerou protesto e mobilização dos transportadores, especialmente do Sul do Estado, que ficaram impedidos de cumprir os contratos de frete. E os fabricantes que começaram a ter pedidos de equipamentos rodoviárias cancelados. O presidente da Fetrancesc, junto com empresários tiveram reunião no Deinfra e em Orleans, quando o presidente do Departamento, Paulo Meller, libebrou dois trechos, mas deixou descontente o empresário, porque municípios como Lauro Muller não tiveram a permissão de circulação do bitrem.
Houve ainda mais dois encontros na Assembléia Legislativa. Os técnicos do Deinfra, em todos os encontros já realizados para discutir a liberação dos trechos para esses veículos, têm alegado que as estradas não tem condições de absorver essas composições por questão de segurança. Lopes ressaltou que o problema não é do transportador e sim do governo estadual.Ele observou que apesar do crescimento da economia catarinense em todas as regiões, as estradas continuam as mesmas. Sem contar que a construções de novos trechos continuam com o projeto ultrapassado para o atual volume de veículos e de modelos.
Fonte: Imprensa Fetrancesc
