É de R$ 19,9 bilhões o valor estimado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) de investimentos necessários nos próximos quatro anos para garantir competitividade padrão mundial à economia catarinense. A informação consta no documento Agenda Estratégica para Infraestrutura e a Logística Catarinense 2021, lançado no dia 7 de dezembro, em evento online a partir da sede da entidade. A necessidade de investimento anual é estimada em R$ 4,97 bilhões.
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Do total estimado, R$ 15,7 bilhões (R$ 3,92 bi/ano) devem ser dedicados ao modal rodoviário. O setor aquaviário demanda R$ 1,54 bilhão (R$ 385,2 mi/ano); o aeroviário requer investimentos de R$ 1,3 bi no quadriênio 2021-2024 e o ferroviário, R$ 981,7 milhões no mesmo período. A novidade da agenda lançada este ano foi a inclusão do segmento dutoviário, cuja estimativa de investimentos em quatro anos é de R$ 400 milhões.
No plano das esferas de investimentos, o setor privado tem a maior fatia, de R$ 8,6 bilhões no quadriênio ou R$ 2,15/ano. Ao governo federal cabem R$ 5,9 bilhões (R$ 1,47 bi/ano), à esfera estadual, R$ 5,2 bi (R$ 1,3 bi/ano). Os governos municipais devem investir R$ 200 milhões, ou R$ 50 milhões por ano.
A agenda estratégica, que é atualizada a cada ano, considera as necessidades de investimentos a partir das demandas focadas no transporte de pessoas e cargas, de acordo com as demandas econômicas, que incluem o turismo. A agenda tem por base os aspectos de planejamento, investimento, política e gestão. Em sua elaboração, o estudo passou por críticas e atualizações de órgãos parceiros da Fiesc, como a seção catarinense do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
O trabalho apresenta diversas sugestões de investimentos estratégicos. Um deles é a modernização da SC 108, uma rodovia estadual de 472 km, de traçado norte a sul de Santa Catarina, paralela à BR 101 e que conecta os três Estados da Região Sul do país. Outro exemplo é a SC 283, também estadual e que tem 237 quilômetros entre Concórdia e Itapiranga (passando por Seara, Chapecó, entre outras), no Oeste do Estado, paralela à BR 282. Um terceiro caso é a concessão integrada do intitulado Eixo Rodoviário Estratégico de Santa Catarina, que envolve as BR’s 163, 282 e 470 e passaria a incorporar a SC 110 ou a SC 108.
BR 282 + eficiente e segura
No evento, a Fiesc também informou que contratou um estudo, a ser realizado no início de 2021 para o projeto intitulado “BR 282 + Segura e Eficiente”, para melhorias na rodovia no trecho entre os entroncamentos com as BRs 101 (em Palhoça) e 470, em Campos Novos.
O estudo deve identificar os gargalos e suas soluções, especialmente para a execução de terceira faixas, que elevarão a segurança e a média de velocidade, em especial nas regiões de serra, onde muitas vezes caminhões carregados retêm o trânsito, formando longas filas e atrasando a viagem de muitos motoristas. Os investimentos podem ser obtidos por meio de concessão ou com sua inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA).
O superintendente Regional do DNIT em Santa Catarina, Ronaldo Carioni, explicou que o trecho na região de Santo Amaro da Imperatriz requer a construção de um contorno viário, incluindo um túnel. Entre os quilômetros 28 e 223, o DNIT identificou a possibilidade de execução imediata de 16 quilômetros de terceira faixa, ao custo de aproximadamente R$ 30 milhões. Segundo o superintendente, esses 16 quilômetros são os considerados mais baratos.
Fonte: Assessoria de Imprensa Fiesc

