Elevar o padrão da logística de transporte de carga e de passageiros no Brasil com o objetivo de eliminar os gargalos dos principais trechos e polos econômicos demanda investimento total de R$ 987 bilhões, estima a Confederação Nacional do Transporte (CNT) que divulgou na sexta-feira, 22, o estudo Plano CNT de Transporte e Logística 2014. Na sua quinta edição, a publicação com mais de setecentas páginas elenca 2.045 projetos de infraestrutura de transporte, considerados prioritários, e que abrangem todos os modais, tanto na área de cargas como na de passageiros.
De acordo com a CNI, o estudo contribui para o planejamento da logística no País, objetivando seu desenvolvimento, redução de custo logístico, maior competitividade dos setores produtivos e aumento da segurança e desempenho dos transportadores e da população. Em seu relatório, a entidade conclui que uma parcela significativa da infraestrutura de transporte, em todas as modalidades, encontra-se obsoleta, inadequada ou ainda por construir, o que gera e mantém o cenário de entrave ao crescimento do setor e do País, como aumento do custo operacional, do número de acidentes, de emissões e do tempo de viagens.
O documento é dividido entre os projetos de integração nacional, que incluem obras ao longo de nove eixos estruturantes multimodais, e os projetos urbanos, dedicados ao transporte público. Os eixos estruturantes analisados pela CNI abrangem intervenções de dois tipos – construção e adequação e preveem ações como construção e duplicação de rodovias, expansão de hidrovias, dragagem em portos, implantação de ferrovias, incluindo Trem de alta velocidade (TAV), construção e ampliação de aeroportos, construção e adequações de terminais de cargas, entre outras diversas intervenções.
Nos projetos urbanos, estão incluídas 18 regiões metropolitanas, que incluem a implantação de corredores de BRT, construção de infraestrutura para veículo leve sobre trilho (VLT), monotrilhos, metrôs e trens urbanos; construção e adequações de terminais de passageiros, além de detalhar projetos e investimentos necessários conforme cada Estado e região.
