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Setor de transportes terá o pior ano da história com pandemia

Setor de transportes terá o pior ano da história com pandemia

Os transportes encerrarão o ano com o pior desempenho de sua história. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor deve sofrer uma retração de 7%, segundo estudo exclusivo realizado pela TCP Partners, empresa de gestão e investimentos. Operações aéreas e o transporte de cargas e passageiros despencaram a partir de março, quando a crise sanitária começou a avançar pelo país. Para especialistas, o setor passará por mudanças significativas e terá que se reinventar.

O estudo engloba empresas de cargas, logística e também de transporte de passageiros. Tem como base dados do segmento divulgados pelo IBGE, que aponta queda de 8% na atividade até maio.

Recuperação judicial


Muitas empresas do setor estão recorrendo à recuperação judicial como forma de evitar a falência, observa Jacomassi. O mecanismo suspende temporariamente compromissos com credores até que a empresa se recupere. Aéreas, transportadoras de cargas fracionadas e de transportes terrestres de passageiros são as companhias com maior probabilidade de buscar o caminho da recuperação judicial, diz a TCP.

O setor deverá passar por um encolhimento provocado pela crise que só deve terminar em 2021. O estudo da TCP Partners mostra que, das 157.365 empresas de transporte de carga no país, pelo menos 19,2 mil devem fechar as portas até o próximo ano. No transporte de passageiros, o quadro não é diferente: das 29.820 companhias existentes, 4,1 devem desaparecer no período.

O setor movimentou R$ 256,08 bilhões em 2018, ano da greve dos caminhoneiros, um crescimento de 2,2% em relação ao ano anterior, mas ainda 6% abaixo do que movimentava antes da recessão iniciada em 2014. Em 2019, a expansão foi de apenas 0,2%.

Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), feita em julho com 858 empresas de cargas e de passageiros de todos os modais, mostra que, após quatro meses de pandemia, as empresas de transporte ainda enfrentam forte queda de demanda e do faturamento.

Com dificuldade de acesso a crédito, muitas estão recorrendo a linhas com os juros mais altos do mercado, como cartão de crédito, para quitar folhas de pagamento, impostos e até mesmo para pagar o diesel.

Fonte: O Globo

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