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Transportadores têm dificuldade de repassar aumento do diesel para frete rodoviário

Transportadores têm dificuldade de repassar aumento do diesel para frete rodoviário

O aumento de preço do óleo diesel dificilmente será repassado para os preços dos fretes rodoviários, pressionando as margens de empresas de transporte e caminhoneiros.

 
A Petrobras anunciou na noite de terça-feira aumento de 6 por cento nos preços da gasolina e de 4 por cento no diesel nas refinarias a partir desta quarta.
 
De maneira geral, o setor de transporte rodoviário enfrenta dificuldades devido à desaceleração da atividade econômica, com menor volume de carga transportado, e à grande oferta de caminhões, após vários anos de crédito facilitado que incentivou aquisições.
 
No caso dos fretes de produtos agrícolas, que têm sido bastante demandados após safras recordes de soja e milho nos últimos meses, a oferta de caminhões que se deslocam de outros setores também pressiona os valores do transporte.
 
A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) avalia que, se a totalidade dos quatro por cento de aumento do diesel na refinaria for repassado aos preços nas bombas, o reajuste representará uma elevação de 1,3 por cento nos custos operacionais totais do veículo, no caso de um caminhão de sete eixos, em uma viagem de 800 quilômetros.
 
No caso de viagens mais longas, o aumento de custo será maior, acrescentou.
 
"Na medida que o percurso aumenta, o veículo roda mais e maior é o peso do diesel. Este não é um momento muito propício (para um aumento de combustíveis. Quem deixar de repassar o custo para o preço do frete, vai aumentar seu prejuízo", disse o diretor técnico da NTC, Neuto Gonçalves dos Reis.
 
Em agosto, a entidade divulgou levantamento apontando que os fretes praticados atualmente estão 10,14 por cento abaixo dos custos efetivos das transportadoras.
 
Fonte: Agência Reuters

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