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Vendas de pneus de carga têm queda de 5,3% no primeiro trimestre de 2025

Vendas de pneus de carga têm queda de 5,3% no primeiro trimestre de 2025

A indústria de pneumáticos apresentou aumento de 15,6% nas vendas de pneus de carga em março, com 586.219 unidades, ante os 507.262 produtos comercializados em fevereiro deste ano. Esse crescimento foi estimulado pelo mercado de reposição, que absorveu 433.217 pneus, 24,3% a mais que no mês anterior, enquanto as vendas para as montadoras reduziram 3,6%, com 153.002 unidades. Comparado com os 600.184 pneus vendidos em março de 2024, a queda foi de 2,3%, segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip).

No acumulado de janeiro a março deste ano, as vendas de pneus de carga atingiram 1,56 milhão de unidades, queda de 5,3% em relação ao mesmo período de 2024, quando totalizou 1,65 milhão de unidades. O maior volume comercializado foi para o mercado de reposição, com 1,11 milhão de unidades, mas foi 7,1% inferior ao 1,2 milhão de pneus vendidos no primeiro trimestre de 2024. Para as montadoras, as fabricantes venderam 444.192 pneus, 0,2% menos que nos três primeiros meses do ano passando, que foi de 445.296 unidades.

Guerra de tarifas


A Anip destaca que vê com muita preocupação os movimentos tarifários que estão sendo realizados pelo governo americano. “Com o aumento das tarifas, os países asiáticos, que estão sendo fortemente penalizados, devem intensificar suas exportações para outros mercados. O Brasil poderá ser um dos seus alvos preferidos, o que tende a intensificar ainda mais a entrada de produtos importados no país, colocando em risco a competitividade da indústria nacional e ameaçando a manutenção de empregos e investimentos no setor”, alerta.

A entidade ressalta que, sem uma defesa comercial agressiva, o país poderá se tornar o principal destino dessas exportações, correndo riscos de aumentar sua desindustrialização. “Há cerca de quatro anos, estamos enfrentando a invasão de pneus importados da Ásia, que muitas vezes entram no país a preços abaixo do custo de produção do pneu nacional”.

Segundo a Anip, mesmo que o governo federal mantenha ativos todos os mecanismos de defesa comercial atuais, o setor entende que são necessárias medidas rigorosas de proteção e controle que limite eventuais acréscimos das importações, e de proteção da indústria local.

A associação acredita que o governo brasileiro esteja negociando mitigar esses riscos em defesa da produção local. Atualmente, a indústria de pneus possui 21 fábricas, de 11 fabricantes, localizadas em sete estados do país, com capacidade produtiva para atender o mercado nacional.

O setor gera 32 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos, e toda essa cadeia produtiva está em risco. Além disso, o setor tem forte atuação ambiental na logística reversa de pneus inservíveis por meio da Reciclanip.

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